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terça-feira, 12 de maio de 2009

Planejamento da matriz: início

Primeiros Passos - 01

Comecemos por um desenho bem simples. Nos esquemas 1 e 2 e seguintes, sempre que um 'X' aparece, eles representam as perfurações a serem feitas na matriz; marcado em vermelho o desenho do relevo, um dos vários possíveis, a ser executado no papel vegetal; e o quadriculado, a malha da tela metálica onde a matriz será posteriormente perfurada. Quem faz ou conhece ponto-cruz terá mais facilidade em entender, pois o processo é o mesmo, só que o 'X' marcado, ao invés de representar um ponto do bordado na trama do tecido, representa uma perfuração da matriz. Os quadrados vazios representam células da tela metálica onde não devemos perfurar.

Nos dois esquemas acima, o relevo é o mesmo, um círculo e linhas externas, o vermelho mais escuro. Entretanto o picote só é feito no esquema 2, entre os círculos e acima e abaixo deles, como marcado em azul. Não se engane com a marcação do picote, o resultado final deste será um pequeno 'X' recortado no papel vegetal. Com essa pequena mudança obteremos um resultado final bem diferente.

Como o espaço interno reservado para o relevo é muito pequeno, não permitindo muitas variações, vamos agora aumentar o mesmo:


Observe que, com uma área maior disponível, também há uma maior possibilidade de variação de relevo, como demonstrado em cada um dos três blocos de desenho acima.

Todos esses tipos diferentes de relevo interno da figura mudam o resultado final e isso sem levar em conta o relevo externo, que pode também variar muito: uma linha contínua por toda a volta, como no esquema 2; apenas as linhas verticais ao lado dos picotes em 'X'; ou apenas as horizontais, acima ou abaixo; círculos ou circunferências sobre ou abaixo dos picotes; linhas retas saindo do espaço de papel vegetal entre os 'X', ou apenas sem relevo externo. Entretanto, o relevo externo aumenta muito a definição dos blocos de desenho, deixando o trabalho mais bem acabado e bonito.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Parte 2 - Planejamento Da Matriz


Matriz é um guia para a perfuração do papel vegetal feita com um pedaço de acetato de radiografia ou de uma garrafa PET de refrigerante. Nós a perfuramos em uma tela metálica própria para que o desenho final do trabalho seja o mais simétrico possível.

Por que preciso aprender a fazer isso? Mesmo que você só copie modelos de revistas e site da internet, perceberá que muitos desses modelos estão tortos e você precisará arrumá-los. Além disso, poderá modificar modelos já prontos ou criar seus próprios modelos exclusivos.

A primeira coisa que você terá de decidir é que tipo de trabalho irá realizar. Um cartão, por exemplo, é diferente de uma caixinha de presentes, mesmo que o desenho do trabalho de perfuração e relevo seja o mesmo.

Vamos começar com um cartão, como nesse esquema do início da postagem. Observe-o. Podemos dividi-lo em várias partes. Há a borda externa, um pequeno intervalo, que chamaremos de margem, o relevo central com um espaço para uma figura no centro. Isso é apenas um exemplo e não significa que todos os cartões tenham todos esses elementos. Você pode eliminar algum deles ou parte de algum deles.

É melhor começar seu planejamento pelo relevo central, pois é mais fácil ajustar a margem e a borda ao relevo central do que o contrário. Ainda olhando o esquema com atenção, perceberá blocos de pontos negros, onde estarão os furos no papel vegetal que serão picotados com a tesoura de ponta fina, e áreas brancas entre os blocos, áreas estas destinadas ao relevo.

Observe que essas áreas (relevo e picote) formam um bloco (figura abaixo), um segmento de desenho que se repete por toda a volta do cartão. Por isso, basicamente o que você terá de fazer é criar um bloco desses desenhos e aplicá-lo em toda a volta do cartão, acrescentando depois a margem e borda externa.


Alguma dúvida? Deixe um comentário com o que você não entendeu.

domingo, 10 de maio de 2009

Material Para a Finalização e Outros

Para a finalização

1 - Papel sulfite: pode ser branco ou colorido, é usado para a confecção do interior do cartão ou a parte de trás de diversos trabalhos e envelopes. Seu uso é opcional em alguns casos e em outros pode ou deve ser substituído por cartolina.

2 - Cartolina: branca ou colorida, usada principalmente para a parte de trás de enfeites de parede ou porta de maternidade. Pode substituir o sulfite em alguns casos. Também usada como moldes para envelopes e nesse caso pode já ser usada.

3 - Tesoura comum: para cortar o sulfite, cartolina e tudo o mais que for necessário.

4 - Lápis ou lapiseira, borracha e régua: para a confecção dos moldes de envelope.

5- Grampeador com grampos ou clipes: para a confecção dos envelopes. Possibilitam o corte de mais de um envelope por vez.

6 - Cola: pode ser cola branca escolar, para artesanato, cola de isopor, adesivo plástico ou cola quente de silicone, aplicada com sua respectiva pistola, dependendo do que se quer colar. A cola branca é mais utilizada.


Outros materiais

Muitas outras coisas podem ser usadas para incrementar seu trabalho, dependendo de seu gosto pessoal. Como exemplos posso citar: gliter, cola com purpurina, tinta de relevo, fitas em geral, rendas, flores secas, de biscuit ou de tecido, tule, fios dourados, contas de vidro, pérolas, retalhos de etamine com pequenos bordados em ponto-cruz e tudo o mais que puder pensar. Depende apenas de sua criatividade.

A seguir, como planejar e confeccionar uma matriz.

sábado, 9 de maio de 2009

Materiais Para Desenho e Pintura


Para o desenho e pintura:

1 - Tinta Nanquim: tinta geralmente usada para fazer o contorno dos desenhos, se houver. São mais usadas nas cores preto, branco e dourado. São aplicadas com bico de pena.

2 - Caneta bico de pena: instrumento utilizado para a pintura com nanquim e caligrafia. Possuem uma ponta metálica para a aplicação da tinta, de várias larguras. Para nosso tipo de desenho as melhores são as mais finas. Elas devem estar sempre bem secas e limpas para evitar a ferrugem. Faça um protetor com um segmento de canudo ou uma tampa de caneta para evitar que a ponta se quebre ou entorte com alguma batida.

3 - Caneta para arte final: podem substituir o nanquim e bico de pena, mas com um resultado inferior. Têm diferentes espessuras de traço começando por O,O5mm. Use-as para fazer desenhos pequenos onde um traço bem fino e contínuo é necessário. Marcas japonesas são encontradas com relativa facilidade em boas papelarias nas cores preta, azul, vermelha e verde.

4 - Lápis de cor: todo mundo conhece a sua utilização. Os melhores são os de minas macias para não marcar o papel vegetal. Para obter um efeito aquarelado, depois de pintar o desenho, passe benzina com um algodão enrolado em um palito de dente ou espeto de churrasco.

5 - Benzina: usada para diluir os pigmentos de lápis de cor para um efeito aquarelado. Aplicada com um cotonete ou algodão enrolado num palito ou espeto de churrasco. Sua aplicação é opcional.

Advertência: benzina é uma substância tóxica e altamente inflamável. Certifique-se de que sejam manipuladas por pessoas responsáveis, longe de fontes de calor e fogo, e em lugares bem ventilados. Guarde-a em local seguro longe de crianças, animais e fontes de calor.

6 – Algodão: enrolado num palito ou espeto, serve para aplicar a benzina ou substituir o esfuminho e também para aplicar a sombra.

7 - Palitos de dente ou espeto de churrasco: para enrolar o algodão para aplicar benzina ou substituir o esfuminho.

8 - Esfuminho: instrumento usado para 'esfumaçar' ou suavizar os riscos do desenho ou pintura com lápis de mina macia principalmente. Pode ser substituído por algodão enrolado num palito ou espeto.

9 - Tinta branca: usada para pintar o desenho por trás depois de terminada a pintura com lápis de cor, para um maior realce do mesmo. As melhores são as tintas plásticas e acrílicas para artesanato (de potinho). A aplicação é opcional.

10 - Pincéis: chatos ou redondos de cerdas macias e diversos diâmetros, são usados para aplicar a tinta branca.

11 - Alfinetes e pregos de diferentes tamanhos: são usados para carimbar miolos e pétalas em pequenos desenhos de flores.

12 - Tinta de tecido, plástica ou acrílica para artesanato: usadas para pintura e carimbo do papel vegetal.

13 - Sombra de maquiagem: aplicada com um chumaço de algodão após o término da pintura para colorir o fundo do desenho. Sua aplicação é opcional.

Materiais Para o Tingimento do Papel Vegetal (opcional)



Para que pagar mais caro por um Papel Vegetal já colorido se é tão fácil tingi-lo em casa?

1 - Giz de cera: qualquer resto que tiver sobrado das obras de arte de seus filhos serve. Entretanto, não sei dizer se todas as marcas têm a propriedade de serem solúveis em solvente mineral ou algum outro. Um pequeno teste deve ser feito: molhe um chumaço de algodão no solvente e passe no giz. Se soltar pigmento, ambos estão aptos a serem utilizados. Giz de cera da marca 'Faber-Castel' são solúveis em solvente mineral usados para limpeza rápida e a seco.

2 - Solvente: qualquer um compatível com o giz de cera. Serve para diluir os pigmentos do giz de cera aplicado no papel vegetal. São utilizados solventes minerais para limpeza rápida de piso, azulejos, carpetes, limpeza a seco, diluentes de tinta de diferentes marcas e substâncias ativas. Faça testes como o descrito logo acima com o que tiver em casa para ter certeza.

Advertência: essas substâncias são tóxicas e altamente inflamáveis.
Certifique-se de que sejam manipuladas por pessoas responsáveis, longe de fontes de calor e fogo, e em lugares bem ventilados. Guarde-as em locais seguros longe de crianças, animais e fontes de calor.

3 - Algodão: utilizado para aplicar o solvente.

4 - Papel para forrar a mesa de trabalho: qualquer papel absorvente que não solte tinta pode ser usado. Assim, a mesa não é sujada e apenas uma das faces do papel vegetal é tingida. Evite usar plástico pois ele pode manchar o papel vegetal promovendo o tingimento em ambas faces.

5 - Fita adesiva: se quiser pode fixar o papel vegetal a ser tingido no papel absorvente,mas não é necessário. Se o fizer tenha a certeza de que a fita utilizada não deixe resíduos de cola. Melhor não usar, ou colocá-la bem na beirada que irá ser descartada.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Material Para a Confecção do Trabalho

Papel Vegetal, Furador, Boleadores, Tesouras e Alfinetes
Para a confecção do trabalho

1 - Papel Vegetal: é vendido por metro, em rolo fechado de 20 m de comprimento e 1,10 m de largura ou em folhas já cortadas, geralmente no tamanho A4 (297 x 210 mm). Também é encontrado em várias gramaturas que indicam as diferentes espessuras do papel. Quanto maior a gramatura, maior a espessura. Os mais finos tem gramatura de 80 g /m² e os mais grossos tem 180 g/m². Os primeiros são utilizados principalmente para a confecção de mapas, plantas e copiar desenhos - não são os ideais para nosso tipo de trabalho. Os mais grossos são vendidos em folhas do tamanho A4 e são relativamente mais caros, além disso, o tamanho da folha pode limitar o tipo do trabalho a ser realizado. As gramaturas ideais para essa técnica são: 105/110 g/m², 115/120 g/m². Outras gramaturas podem ser utilizadas, principalmente as maiores, mas, donos de papelaria me disseram que os últimos metros do rolo geralmente não podem ser utilizados por estarem quebradiços, o que acarretaria perda total do material e desperdício de dinheiro. O papel vegetal sempre é furado, boleado e picotado em folhas duplas, exceto os mais grossos, o que nos permite fazer dois exemplares do trabalho ao mesmo tempo.

2 - Boleadores: são basicamente pontas metálicas terminadas em esferas utilizadas para bolear (fazer o relevo) no papel vegetal. São encontradas em diferentes diâmetros. Utilizo em meus trabalhos quatro desses boleadores, os n° 101, 102, 103, 104 da marca Stylustec, os de menor diâmetro. Há outras marcas à venda: se for comprar pesquise preços ou compre aqueles que encontrar. Também existem boleadores com o formato de estrelas ou corações de diferentes tamanhos. Eu não os utilizo, pois com eles é mais difícil controlar a pressão e, portanto, o desenho pode ficar falhado ou o papel se rasgar. Além disso, é fácil reproduzir o mesmo coração ou estrela com as esferas menores. Se quiser pode experimentá-los, mas não são absolutamente necessários. O mais fino pode ser substituído por uma esferográfica sem tinta. Tenha certeza de que não há mais tinta, para não manchar o papel vegetal, deixando a caneta totalmente imersa em álcool líquido 92° ou superior, mexendo de vez em quando, até não soltar mais tinta.

3 - Base para a confecção do relevo: pode ser qualquer base levemente acolchoada. Pode ser um pedaço de feltro, um pedaço de E.V.A, ou um mouse pad, de preferência daqueles com tecido em um dos lados.

4 - Tesoura de ponta fina: qualquer tesoura de ponta fina pode ser utilizada. As melhores são as pequenas de cortar unha: são afiadas e têm a ponta bem fina, e as utilizadas em bordados. Utilize essa tesoura apenas para picotar o papel vegetal, mantenha-a sempre limpa para evitar ferrugem e perda do fio. Sua ponta deve ser fina o suficiente para que esta possa ser introduzida nas perfurações do papel. Se por acaso isso não acontecer, será necessário afiá-la em uma pedra abrasiva para amolar facas. Tome muito cuidado para não tocar na área de corte da tesoura, apenas em sua área externa. Não há diferença em se usar uma tesoura de ponta reta ou curva, depende da adaptação de cada pessoa. Eu me adaptei melhor à tesoura de ponta curva.