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domingo, 31 de maio de 2009

Perfuração do Papel no Interior do Cartão

O papel vegetal, principalmente os mais finos, é um material transparente. Em cartões com dizeres no interior ou mesmo de face única, você poderá querer colocar uma folha de sulfite, cartolina ou outra em seu interior ou atrás.

Para acrescentar esse sulfite, no caso, você poderá apenas dobrá-lo e colocar essa dobra na dobra do cartão. Subtraia 0,5 cm ou quanto desejar do tamanho do cartão de cada lado, exceto o lado da dobra e cortar o sulfite em linha reta com uma tesoura comum, de corte em zig-zag ou ondulado ou cortadores específicos. Esse tipo de procedimento valoriza o relevo da borda externa do trabalho, o qual ficará mais evidente.

Uma outra maneira de se fazer isso é também perfurar e picotar o papel que vai no miolo do cartão. Para fazer isso, meça o cartão de papel vegetal aberto e corte o papel que irá usar em um tamanho um pouco maior. Junte dois para furar ao mesmo tempo como no caso do vegetal, se for papel sulfite. Para papéis mais grossos, fure apenas um de cada vez.

Em ambos os casos acima, dobre esse(s) papel (papéis) ao meio, pois furaremos e picotaremos frente e verso de uma só vez e ele sairá pronto.

Em trabalhos bem acabados, o papel interior, se houver, não deverá ficar maior do que o vegetal, a não ser que tenha sido planejado assim.

Para evitar isso, quando prender a matriz sobre o papel e o isopor com os alfinetes, a última carreira de furos da borda, aquela sobre a qual dobrou o vegetal para fazer a dobra do cartão, ficará de fora, ao lado da dobra do papel. Para entender melhor, observe o esquema a seguir:


Na linha onde está escrito 'Dobra' é onde estará a dobra do papel que irá perfurar. Observe que os dez furos ('X') da primeira linha de cima ficaram de fora do papel e não serão feitos. Perfure apenas a borda externa.

Remova a matriz e se quiser picote esse papel como se fosse papel vegetal ou, com uma tesoura maior, corte sobre as perfurações.

Se quiser perfurar algum papel para colocar atrás de um cartão simples, bastará pegar a matriz do mesmo e perfurar toda sua borda externa.

sábado, 30 de maio de 2009

Perfuração do Papel Vegetal: cartões duplos

Perfuração de Cartões Duplos

Se você estiver perfurando um cartão com frente, interior e verso em papel vegetal, terá de tomar alguns cuidados. Posicione a matriz próximo à borda do papel vegetal, e à dobra, se houver.

A borda da matriz e do vegetal devem estar paralelas, pois você terá de dobrar o vegetal para fazer a parte de trás do cartão. Se a matriz estiver muito torta, quando dobrar, a parte de trás do cartão pode não caber no vegetal restante.

Isso funciona bem para cartões quadrados e retangulares. Para cartões de borda irregular, com formato de flores, borboletas, corações, faça com que a dobra do cartão fique sempre na perpendicular e no centro do pedaço de vegetal que cortou.

Na borda lateral da matriz onde ficará a dobra do cartão, é melhor não perfurar todos os furos, para evitar que as duas partes do cartão se separem. Você deverá perfurar apenas os furos vizinhos do vazado.

Observe o esquema a seguir, que representa um segmento de borda. Na linha escrito 'Dobra' é onde ficará a dobra do cartão. O que estiver marcado com 'X' deverá ser perfurado. O que está marcado com 'O' não deverá ser perfurado pois está na dobra do cartão.


A face mais áspera do vegetal perfurado é o avesso do cartão, a face mais lisa é a frente. Tenha sempre isso em mente.

Coloque o cartão com o avesso para cima. Perceberá que o vegetal em alguns casos parecerá uma lixa. Faça o relevo como explicado na próxima parte com mais detalhes.

Agora, com o relevo feito, vire o cartão do avesso. Coloque uma régua onde deverá dobrar o cartão. Segure-a firme, mas sem apertar muito para não danificar o relevo. Dobre o papel vegetal cuidadosamente para formar a parte de trás do cartão. Como ainda não tem muita prática, dobre uma folha de vegetal de cada vez. Faça um vínculo não muito forte com a unha, para que ele não fique abrindo. Se o relevo foi danificado, delicadamente o conserte.

Fure a parte de trás do cartão com os mesmos procedimentos. Não é necessário o uso da matriz. Prenda a face da frente do cartão no vegetal da parte de trás com tantos alfinetes forem necessários para firmar bem o vegetal no isopor, sempre usando as perfurações da borda pois é só esta que iremos perfurar. Fure toda a volta. Removendo os alfinetes e soltando o cartão, agora totalmente perfurado, podemos passar agora para a fase de picote.

Muito confuso? Qualquer dúvida, deixe um comentário.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Perfuração do Papel Vegetal: perfurando


Perfuração do Papel Vegetal

Cortado o papel, passemos para a perfuração propriamente dita. Se estiver apenas aplicando uma área de picote e relevo em um trabalho qualquer, coloque o papel vegetal sobre um pedaço de isopor, a matriz sobre ele, na área desejada, com a parte áspera (avesso) para baixo. Prenda tudo com alguns alfinetes até ficar bem firme. Espete os alfinetes em perfurações da própria matriz, tomando cuidado de colocá-los perpendicularmente e até o fim. Se estiver utilizando um isopor muito fino, você deverá colocar quantas lâminas forem necessárias para que o papel vegetal e matriz fiquem bem firmes. Coloque sempre um papelão ou revista velha se estiver trabalhando sobre uma superfície de madeira ou outra, para que esta não seja arranhada pelos alfinetes.

Tudo estando bem firme, comece a perfurar com o furador. Você deve furar sempre na perpendicular, utilizando mais do que a ponta do alfinete. Você deve introduzi-lo pelo menos 1 cm ou até seu diâmetro máximo. Se sua matriz for de PET, perceberá que, mesmo se tiver perfurando com o mesmo furador que usou para fazer a matriz, parece que os furos estão menores. Isso é normal, pois o material sempre tende a fechar um pouco o diâmetro das perfurações.

As perfurações devem ser perpendiculares para preservar a matriz por mais tempo e facilitar o picote, deixando-o mais evidente. Para facilitar a perfuração, novamente vá espetando um pedaço de vela, para passar parafina no furador.

Terminado o serviço, antes de remover a matriz, verifique se não esqueceu de fazer nenhum furo. Feito isso, remova com cuidado os alfinetes que prendem a matriz e depois a matriz. Você perceberá que as duas folhas de papel vegetal estarão unidas. Elas devem ficar assim até o término do picote. Se trabalhar com folhas tingidas, poderá prendê-las com um pedaço de fita adesiva numa área não utilizada do seu trabalho.

Se você estiver perfurando cartões de frente simples de vegetal, o procedimento será o mesmo. Prenda a matriz e as duas folhas de papel vegetal ao isopor com alfinetes e perfure completamente a matriz, borda e interior. O trabalho estará pronto para ser boleado.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Perfuração do Papel Vegetal: papel tingido

Perfuração do Papel Vegetal Tingido

Estando seu papel tingido, você deverá escolher de que cor quer o relevo. Se a face tingida ficar do avesso, o relevo será branco.

Se você não marcou de que lado tingiu o papel vegetal, terá que fazer um teste de relevo. Com um boleador, pressione o papel vegetal de leve sobre o mouse pad ou feltro, numa área que não vai ser ocupada pelo trabalho. O lado que você pressionou é o avesso. Vire o papel para o lado direito e veja de que cor ficou o relevo (área saliente). Se este ficou da cor desejada, fure a partir desse lado: este será a partir de agora o lado direito do trabalho. Se não ficou da cor desejada, vire a folha e perfure a partir desse lado, que agora passará a ser o direito. Faça isso em ambas as folhas que for usar se estas não estiverem unidas.

Lembre-se: você perfura do direito para o avesso e boleia do avesso para o direito.

Parte 5 - Perfuração do Papel Vegetal

Se você não tingiu o papel vegetal, começará a manuseá-lo agora. Esse tipo de papel, apesar de encorpado em virtude de sua espessura, é muito sensível. Como um papel laminado, qualquer amassado ou vínculo marcará permanentemente o papel. Além disso, umidade o deixa enrugado, um clima quente e seco o faz dobrar ou ficar ressecado e quebradiço. Faça essa experiência: pegue uma pequena tira que tenha sobrado, de aproximadamente 1 cm por 3 ou 4 cm. Coloque-a sobre a palma de sua mão quente em um dia frio. Você verá as duas pontas da tira se curvarem para cima, tamanha a sensibilidade do papel. Portanto, tome muito cuidado ao segurá-lo para não amassá-lo ou marcá-lo, pois estas marcas não desaparecerão

Quando o cortar, corte vegetal suficiente para poder dobrar o pedaço no meio e obter folha dupla. Você irá perfurar, bolear e picotar dois exemplares de um mesmo modelo ao mesmo tempo.

Corte do Papel Vegetal para Cartões Duplos e Simples

Se estiver fazendo um cartão, e ele tiver frente, interior e verso em vegetal, lembre-se de medir a matriz, acrescentar de 0,5 a 1 cm de cada lado e duplicar o valor. A matriz representa somente a parte da frente de um cartão com essas características. Se somente furar a matriz em um pedaço de vegetal pouco maior do que ela, obterá um cartão simples, ou seja, apenas a parte da frente será em papel vegetal. Há cartões com esta característica, mas você terá que decidir antes o tipo de cartão que irá executar.

Lembre-se que geralmente perfuramos e fazemos o relevo em duplas, portanto o valor ou tamanho obtido anteriormente pode e deve ser novamente duplicado, ou uma folha de vegetal de igual tamanho deve se juntar a ela. Não é necessário colar ou prender uma folha na outra: quando começamos a perfurar, as duas se unem.

Uma maneira simples de se fazer isso, principalmente para a confecção de vários cartões com uma mesma matriz, um pedido de uns dez cartões, por exemplo é fazendo a primeira medição para calcular o tamanho total da área de vegetal necessária e dobrando o papel vegetal para obter a dupla de cartões. Por exemplo, a área total do papel vegetal necessário é 20x10 cm. Se usar papel vegetal em rolo, meça a altura de 10 cm e cuidadosamente dobre o vegetal sobre si mesmo e corte de modo que consiga uma faixa de 20 cm dobrada ao meio, ou seja 2 x 10 cm. Com a faixa dobrada, meça e corte o comprimento do cartão que é de 20 cm.

Complicado? É mais fácil fazer do que explicar.

sábado, 23 de maio de 2009

Confecção da Matriz: perfuração



Perfuração da Matriz

A primeira coisa a se fazer é imobilizar a folha a ser perfurada. Para isso o melhor é usar alguns alfinetes. O importante é que não fique nenhuma folga entre a tela e futura matriz, para não forçar a tela e afrouxá-la. Se sua tela estiver montada numa moldura alta, corte uma lâmina de isopor do mesmo tamanho da parte interna da moldura. A moldura que eu uso necessita de um isopor de mais ou menos 2,5 cm de espessura. Essa espessura pode variar, dependendo da tela. Se o isopor não tiver espessura suficiente, complete o espaço com revistas ou jornais velhos.

Sobre o isopor, o qual pode ser usado várias vezes antes de ser descartado, coloque uma folha em branco e íntegra e sobre esta o acetato ou a folha de PET. Coloque a tela metálica por cima de tudo, ou encaixe o isopor cortado por baixo se for o caso. Ajeite a matriz para que ela não fique muito torta e prenda-a com alguns alfinetes perto de sua borda. Coloque quantos forem necessários, seis geralmente são suficientes para o acetato e o PET se este estiver bem esticado. Coloque mais se precisar. Fure de cima para baixo o mais perpendicular possível. O PET é mais resistente, cuidado para não se furar se a cabeça do alfinete for muito pequena. Coloque um anteparo sob o isopor se já não estiver usando revistas ou jornais para não arranhar a mesa onde estiver trabalhando. Perfure até o fim, ou o máximo que der.

Teste para ver se a matriz está bem firme, imóvel sob a tela. Ela não pode se deslocar durante o trabalho. Pegue o planejamento e comece a perfuração por um dos cantos, com um furador de tamanho compatível com a tela, furando sempre na perpendicular e até o fim, no centro da célula da malha metálica. Não use apenas a ponta do furador, pois o furo ficará muito estreito.

Não posso ajudar muito aqui. Cada pessoa tem um jeito diferente de furar. Algumas pessoas furam a borda externa inteira primeiro. Outras deixam para o fim ou vão furando o miolo e a borda juntos. Fure do jeito que preferir, obedecendo sempre o planejamento. Onde no esquema houver um 'X' (ou outro símbolo que escolher), deverá haver uma perfuração e onde não houver nada marcado, nada será feito.

Se tiver alguma dificuldade, principalmente com o PET que é mais resistente, experimente passar parafina na ponta do perfurador. Tenha sempre um pedaço de vela para ir espetando. Isso facilita um pouco.

Olhe a tela metálica bem de cima, pois assim verá aonde você já furou. Foi por issso que uma folha de papel sem uso é colocada sob a futura matriz. Como opção, você pode acompanhar a perfuração da matriz pelo reflexo do acetato ou PET, para não se perder durante o processo.