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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cartões de Ano Novo


Este vai ser o último arquivo com imagens de cartões antigos. Ainda tenho outros mas vou publicá-los mais para frente. Esse arquivo contém imagens de cartões de Ano Novo como o exemplo acima. Lembrando mais uma vez que as imagens que ilustram as postagens estão na metade do tamanho original para que a página do Blog carregue mais rápido.

São 18 imagens em 2,87 MB.

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Cartões de Natal 18


Último arquivo com imagens natalinas. Neste aqui s imagens que "sobraram": damas, cavalheiros, gnomos, igrejas e casas nevadas, São Nicolau e animais humanizados entre outros estão nesse arquivo.

São 51 imagens em 6,73 MB.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Cartões de Natal 17


O último arquivo com imagens de Papai Noel. Neste aqui estão aqueles de roupa vermelha que eu não consegui encaixar em nenhum outro pacote de imagens, são os que sobraram.

São 26 imagens em 3,52 MB.

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Cartões de Natal 16


Depois dos "modernos", voltamos ao tradicional. Nesse pacote Papai Noel de Trenó. Pode ser vários tipos de trenó, com renas, cavalos e até trenós de descer montanhas. Vão perceber que em algumas das imagens há bandeiras dos EUA no trenó. Muitos vão "torcer o nariz" achando que coisa da americanada, mas devo lembrar que era um período de guerra (a I Guerra Mundial) e o patriotismo é bem mais evidente nesses períodos. Só para constar, eu sou totalmente contra guerras, mas sei que algumas infelizmente são inevitáveis e até necessárias.

São 9 imagens em 1,5 MB.

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cartões de Natal 15


Mais uma postagem com um arquivo para download. Nesse arquivo estão imagens de cartões com Papais Noel "modernos", ao menos para a época na qual esses cartões foram impressos, uma preciosidade.

São 17 imagens em 2,54 MB.

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Cartões de Natal 14


Se no arquivo anterior estão as imagens de Papais Noel com brinquedos com orientação vertical, neste aqui estão as imagens com orientação horizontal ou de bordas irregulares.

São 28 imagens em 3,99 MB. Escolha seu link:

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Cartões de Natal 13


Continuando com Papai Noel de roupas vermelhas, nesse pacote ele está sempre com brinquedos, seja entregando ou fabricando. As figuras tem orientação vertical como a da foto (exceto uma que ficou no pacote por engano #^_^#).

São 52 figuras em 8,34 MB. Escolha seu link:

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Cartões de Natal 12


Mais uma coleção de imagens. Nesse pacote há imagens de Papais Noel com a tradicional roupa vermelha, sempre acompanhado de crianças.

O arquivo compactado possui 35 figuras em 5,29 MB

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cartões de Natal 11


Nesse arquivo estão fotos de imagens que podemos identificar como Papai Noel com roupas de varias cores mas sem a companhia de crianças. Faço esse divisão para os arquivos não passarem de 10 MB. Só lembrando que a imagem ilustrativa da postagem, assim como a de todas as outras, estão na metade do tamanho original, para a página do blog carregar mais rápido.

Nesse arquivo há 64 imagens em 9,18 MB. Escolha seu link:

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Cartões de Natal 10


Estou nas últimas postagens de download desses cartões e já vou voltar ao papel vegetal. Então sem maiores explicações, nesse pacote estão imagens de cartões com uma figura que podemos interpretar como sendo de Papai Noel, mesmo sem a agora tradicional roupa vermelha e crianças. Parece que a tradição da roupa vermelha começou com uma campanha de sucesso da Coca-Cola e persiste até hoje. Não confirmei essa informação, mas o fato é que quase não encontramos mais o "Bom Velhinho" vestindo roupas de outras cores.

Nesse arquivo há 24 imagens em 3,11 MB.

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Cartões de Natal 09


O último pacote com imagens de crianças. Nesse arquivo estão os cartões e imagens que "sobraram" dos pacotes anteriores. Ainda há outras imagens de crianças, mas como estão acompanhadas de São Nicolau ou Papai Noel, estão em outros arquivos.

Nesse arquivo: 69 imagens em 8,87 MB.

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domingo, 11 de outubro de 2009

Cartões de Natal 08



Mais um pacote de imagens de cartões, este contém imagens de crianças com presentes e brinquedos, imagens graciosas como o exemplo acima.

Arquivo em uma pasta compactada com 69 imagens e 9,36 MB.

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sábado, 10 de outubro de 2009

Cartões de Natal 07


Se maiores explicações dessa vez, quem acompanha as postagens já sabe do que se trata. Nesse arquivo há cartões com imagens de crianças e pinheiros, tanto decorados como não. A imagem acima é um exemplo do que vão encontrar.

No arquivo há 26 imagens em 3,18 MB. Escolha seu link:

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Cartões de Natal 06


Havia muitos cartões com crianças, então eu decidi dividi-los por sub-temas para diminuir o tamanho total dos arquivos compactados. Nesse pacote estão os cartões e figuras com crianças e trenós de vários tipos.

São 11 cartões em 1,50 MB de arquivo e, como explicado nas postagens anteriores, a figura acima é um exemplo do que está contido no arquivo. Escolha seu link:

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cartões de Natal 05


Mais um pacote de cartões de Natal, dessa vez são anjos e anjinhos, a figura acima é um exemplo, mas está na metade do tamanho original.

São 66 figuras em um arquivo compactado de 8,01 MB. Escolha seu link:

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cartões de Natal 04


Mais uma postagem com imagens de cartões de Natal e nesse arquivo o motivo é "Decoração". Árvores de Natal decoradas, guirlandas, brinquedos, meias e sinos como o do exemplo acima estão nesse pacote de 5,64 MB e 42 imagens.

Escolha seu link.

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Cartões de Natal 03


Mais cartões de Natal: o motivo desse arquivo é Natureza.

Já utilizei a imagem acima em um cartão. Acertei a moldura bege digitalmente, já que na parte de baixo ela é mais larga assim como removi os dizeres. Fim uma moldura de Papel Vegetal rendado da largura aproximada dessa moldura e, furando e picotando as áreas da imagem sobre esta, delicadamente passei-as por sobre a moldura de vegetal, deixando o resultado final parecido com o da imagem original, onde a imagem se sobressai à moldura.

O arquivo contém 21 imagens em 2,07 MB, incluindo a imagem acima em tamanho original.

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cartões de Natal 02


O Natal é a festa do Menino Jesus e também uma festa familiar então cartões com imagens felizes de pais e filhos também são muito adequados.

Nessa postagem há um link de um arquivo com 14 imagens de cartões com esse motivo em 2,13 MB. Escolha seu link e faça o download.

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Cartões de Natal 01


Esta é a primeira de uma série de postagens com arquivos de imagens de cartões de Natal do início do século passado. Eu confeccionei cartões que continham a imagem que ilustra a postagem e apenas uma moldura de papel vegetal tingido na cor aproximada da imagem. Os dizeres foram digitalmente removidos e o cartão ficou lindo.

Nesse primeiro arquivo há apenas imagens com o Menino Jesus, que é a personagem mais importante do Natal. Nem todas são imagens com a Sagrada Família ou de presépios. O arquivo contém a imagem em tamanho original da postagem e mais 12, em 1,83MB.

Escolha seu link:

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Esquema de Matrizes Para Papel Vegetal 02


Como na postagem anterior, esta aqui também contém um arquivo com esquemas para a perfuração de matrizes de cartões de Papel Vegetal mas, ao contrário da anterior, esses cartões podem ser fechados, ou seja sem desenho, bastando para isso repetir o bloco de desenho até completar o interior do cartão. Consulte as postagens de "Planejamento da Matriz" para maiores detalhes.

A imagem que ilustra a postagem é um dos esquemas e está com a metade do tamanho da imagem original.

O arquivo possui 1,93 MB e contém 16 esquemas. Disponível em dois links, escolha o que preferir:

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Link 02

Esquema de Matrizes Para Papel Vegetal

Esquema para confecção de matriz de Papel Vegetal
Voltando um pouco ao Papel Vegetal, coloco aqui um arquivo com 15 esquemas de perfuração de matrizes de cartões de papel vegetal. São cartões pequenos, mas a maioria pode ser facilmente aumentada seguindo as instruções das postagens de "Planejamento da Matriz". São todos cartões que necessitam figuras, pois o desenho não permite que se faça um cartão "fechado" sem maiores modificações.

Só lembrando que o exemplo anterior está na metade do tamanho das figuras do arquivo e o arquivo tem 1,65 MB.

Link:

Esquemas de Perfuração de Matrizes para Papel Vegetal

Link alternativo:

Esquemas de Perfuração de Matrizes para Papel Vegetal

sábado, 3 de outubro de 2009

Ação de Graças


Depois do Halloween vem a festa de "Ação de Graças", um importante feriado americano mas que não tem razão de ser aqui no Brasil e nem equivalente. Mas na minha coleção há alguns cartões de "Thanksgiving" cujas imagens podem ser aproveitadas em decorações diversas.

O exemplo acima é um dos cartões da coleção e está na metade do tamanho original. Diminuo o tamanho para a página do Blog carregar mais rapidamente. O dowload contem um pasta compactada com 13 cartões e tamanho de 1,90 MB.

Cartões de Ação de Graças

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Cartões de Ação de Graças

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Cartões de Halloween


Já estamos em outubro e a festa do mês é o Halloween. Na verdade esta data deveria ser apenas para o hemisfério norte, já que tem tudo a ver com o outono, sendo diferente para o hemisfério sul, mas deixa pra lá, o que vale é a alegria desse "quase Carnaval" fora de época.

Tenho uma linda coleção de scans de cartões para diversas ocasiões que datam do início do século XX e que ficam lindos quando colocamos apenas uma moldura de Papel Vegetal rendado. Essa moldura pode ser branca ou tingida de uma cor que combine com o cartão. No exemplo acima, que faz parte da coleção, poderíamos até fazer um duplo tingimento, preto de um lado e abóbora do outro, de modo que o relevo fique cor de abóbora.

Como na postagem anterior, coloco um link para o download de um arquivo compactado que contem 10 cartões e 1,23 MB de tamanho. A figura da postagem está na metade do tamanho original.

Cartões de Halloween

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Cartões de Halloween

Editando...

Eu sabia que tinha mais alguns:

Cartões de Halloween 02

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Cartões de Halloween 02

Nesse último arquivo: 19 cartões em 2,32 MB.

Boas e Más Notícias - Decoupage

Vamos começar pelas más. Minha câmera fotográfica morreu de vez, então estarei impossibilitada de, por enquanto, continuar a postar o curso de Papel Vegetal. Poderia postar sem as fotos, mas fica melhor explicado com elas. Não se preocupem, já estou providenciando outra.

Mas ninguém tem nada a ver com meus problemas, então vamos em frente.

Gostam de imagens bonitas que podem ser utilizadas para diversos fins? Gostam de imagens grandes que possibilitam uma excelente impressão? Tenho uma grande coleção delas que pretendo ir publicando aos poucos, principalmente imagens de pinturas das mais diferentes épocas, estilos e motivos.

Sempre gostei de colecionar essas imagens e vou publicá-las aqui para quem quiser fazer o download. São imagens que ficam lindas em tampas de caixinhas para fins variados e caixas de bombons. Antigamente havia uma linha de bombons que vinha em caixas cuja tampa reproduzia uma pintura mais ou menos famosa. Por que não reviver a tradição? Vocês espalham boa cultura e depois viram lindos portajóias!

Abaixo um exemplo da figura que vão encontrar no download desse pacote, só lembrando que esse exemplo tem apenas 1/3 do tamanho original e o arquivo tem 8.22 MB. O arquivo esta compactado e só tem imagens de Airedales Terriers.


Link para download

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Até a próxima.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Pintura 04

Pintura em Papel Vegetal Tingido

Até aqui, o que fizemos foi desenhar e pintar em papel vegetal branco. Se este for tingido, há um passo a mais na seqüência de procedimentos, se quiser um desenho colorido.

Estando o papel vegetal tingido, a cor do tingimento afetará as cores da figura. Nesse caso, você poderá executar desenhos mais complexo, cheio de detalhes, mas sem pintura, somente com os contornos em nanquim preto. Se quiser uma figura colorida proceda como descrito a seguir.

A primeira coisa a se fazer é o contorno do desenho em nanquim. Antes de colorir o desenho, você deverá remover o tingimento do interior da figura com um lápis borracha e borracha macia. Cuidado para não arranhar o vegetal com o lápis borracha, apertando-o muito. Remova-o totalmente, sem deixar nem um leve traço de cor. Depois continue a pintura normalmente.

Uma outra situação que pode ocorrer, é usar papel vegetal branco sobre um sulfite ou cartolina colorida. Nesse caso, a cor do papel de baixo também irá influenciar as cores da figura. Para evitar isso, você terá de pintar a figura de branco por trás, depois da pintura, como descrito anteriormente.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pintura 03

Pintura - Destaque seu desenho



Se você quiser dar um destaque maior ao desenho, principalmente se estiver usando um papel sulfite colorido por baixo, você poderá pintar partes dele ou todo ele por trás com tinta branca, acrílica ou plástica, depois de finalizada a pintura com lápis de cor. Olhos e partes brancas da figura se beneficiam muito com essa técnica. Evite pintar com nanquim branco, pois ele poderá rachar quando secar e descascar.

Faça da seguinte maneira: depois da pintura feita, com um pincel, pinte a área interna da figura com a tinta branca, cuidando para não ultrapassar o traço de nanquim preto. Use sempre um pincel de tamanho compatível, mais delicado para as bordas e detalhes do desenho e maior para o interior. Não use muita tinta no pincel, se precisar passe duas mãos dando um intervalo para a secagem. Cuidado, pois o papel vegetal poderá ficar enrugado se muita tinta for usada, principalmente se for dos tipos mais finos. Deixe secar bem, pois com isso a ondulação diminuirá.


Quer você tenha ou não pintado a figura por trás, poderá, como um detalhe a mais, passar sombra de maquiagem por trás da figura, com um cotonete ou pedaço de algodão. A impressão que dá é que quando pintamos o branco por trás da figura, a trazemos para frente, e quando aplicamos o fundo com a sombra, 'afundamos' mais o fundo. Tente aplicar isso em seus desenhos.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Pintura 02

Para começar escolha um desenho simples, de preferência já colorido, com efeito de claro e escuro. O exemplo a seguir eu consegui em uma coletânea de cliparts. A figura representa um cãozinho e uma borboleta e foi ampliada:



Faça adaptações no desenho original, visando a rapidez e praticidade do trabalho. Como é muito mais fácil desenhar uma série de riscos pequenos ao invés de uma linha contínua para representar o pelo fofo do cãozinho, assim o fiz. Não é sempre que isso é possível, mas se for, não deixe de aplicar essa idéia. O desenho acima ficaria assim:

Capriche também nos olhos, pois estes sempre dão vida ao desenho. Veja que a figura tem poucas cores. No cãozinho apenas bege, marrom e preto. O preto do contorno e do olho, no papel vegetal seriam feitos em nanquim pela frente do trabalho. O resto da pintura, bege e marrom, pela parte de trás.

Mas falta alguma coisa para dar mais vida ao desenho. Veja a próxima figura e observe os detalhes feitos em branco. O brilho do olho e do focinho, depois de finalizado o colorido por trás, será feita pela parte da frente com nanquim branco e caneta bico de pena.


Eu começo sempre pelo tom mais escuro da mesma cor, com uma pressão mais forte no início que vai se suavizando, tentando não deixar riscos no vegetal. Na pintura, trabalhe sempre sobre superfícies duras, de preferência brancas. Apóie sobre um papel sulfite branco e mantenha outra folha para rabiscos de testes do tom dos lápis que estiver usando.

Na figura original não há muita diferenciação entre luz e sombra, mas geralmente a luz vem de cima e a sombra fica embaixo. Se quiser acrescentar mais esse efeito tridimensional ao desenho, escureça um pouco as partes que estariam na sombra.

Para dar um efeito aquarelado ao lápis de cor comum, pegue um palito de dente, enrole um pequeno chumaço de algodão em uma das pontas. Umedeça o algodão com benzina e passe na área pintada. Não misture as cores: use um algodão diferente para cada uma delas. É provável que algum outro solvente faça o mesmo efeito. Teste o que tiver em casa, pois benzina tem sua venda controlada e é mais difícil de encontrar.

Advertência: benzina é uma substância tóxica e altamente inflamável. Ela só deve ser manuseada por pessoas responsáveis e em locais bem ventilados longe de fontes de calor. Ela deve ser guardada em lugares seguros, fora do alcance de crianças, animais e fontes de calor.

Se souber mais de pintura do que eu, e achar que nos parágrafos anteriores só está escrito besteira, por favor ignore-os, e aceite minhas desculpas pelo tempo gasto em lê-los.

Para aqueles que nada sabem de pintura eu aconselho a prestar atenção a qualquer desenho que lhe cair em mãos e treinar bastante tentando reproduzi-los. Utilize papel carbono ou de seda para copiá-los e scanner e impressora se quiser modificar seu tamanho. Os primeiros talvez não fiquem como queria, mas sua técnica e prática melhorarão com o tempo. Tente encontrar desenhos não muito complicados, principalmente no início, quando ainda não tiver prática.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Parte 8 - Pintura 01

Depois de um "longo e tenebroso inverno" eis-me aqui novamente.

Parte 8 - Pintura

Se você que está lendo este curso nesse blog teve algum tipo de aula de pintura ou desenho, provavelmente saberá muito mais de pintura do que eu e pouco ou nada terei a acrescentar.

Se você não sabe nada de pintura ou desenho, só poderei dar algumas sugestões e você terá de ter paciência e treinar um pouco para aprimorar sua técnica.

Se já trabalhou com vegetal percebeu que ele não admite erros: uma vez amassado, a marca ficará para sempre. Em alguns aspectos, com a pintura acontece o mesmo. Por isso, se não sabe nada de pintura, use lápis de cor. Se aplicado delicadamente, poderá ser apagado em caso de erro.

Com o nanquim não acontece o mesmo: uma vez aplicado, não há garantias de que possa ser corrigido, nem pequenos riscos, raspando-o com um estilete. Você terá de treinar para conseguir firmeza nos traços.

A grande maioria das figuras feita em trabalhos de papel vegetal tem um contorno de nanquim preto pelo lado direito e é pintado com diferentes materiais pelo lado avesso. O nanquim é aplicado com uma caneta bico de pena própria para nanquim, com várias numerações indicando a espessura do traço. Nesse tipo de trabalho, contorno, nos interessa as de espessura de traço mais fino e que são as mais facilmente encontradas.

Para obter um traço mais fino, costumo afiar mais ainda a ponta da caneta bico de pena, em uma pedra para afiar facas. Se for fazer isso, tome cuidado para não danificar a pena. Também costumo trocar o cabo da mesma por um com diâmetro maior para dar mais firmeza. Se sua pena for comprada, também convém remover o verniz que recobre a parte metálica. Para isso basta esquentá-la levemente em uma chama de vela.

Antes de tentar fazer qualquer desenho em algum trabalho de papel vegetal, treine um pouco com a pena e nanquim em uma folha de papel qualquer. Perceberá que quanto mais apertar ou inclinar a pena, mais espesso ficará o traço. Então, terá de manter a pena perpendicular e só passá-la de leve sobre o papel para conseguir um traço fino.

Além disso, qualquer sujeira ou acúmulo de tinta seca em sua ponta também produzirá um traço mais espesso. Se perceber que isso está acontecendo, pare o trabalho e limpe a pena com um pano ou papel que não solte fiapos e álcool líquido. Seque a seguir.

Você não precisa saber desenhar para ilustrar seus trabalhos, pode apenas copiar desenhos de outras fontes, tais como revistas de pintura em geral, principalmente pintura em tecido, revistas de bordado, livros infantis, cliparts e diversas outras fontes. E só prestar atenção nas figuras que surgirem e pensar em que tipo de trabalho podem ser aplicadas.

O nanquim e a pena podem ser substituídos por canetas para arte final. Apesar de serem importadas, não são tão caras assim e relativamente fáceis de encontrar. Os trabalhos não ficam tão bonitos como os feitos com nanquim, pois este produz um traço de cor bem escura e sem variação de tom. As canetas de arte final não foram feitas para serem usadas em papel vegetal mas em papéis mais absorventes. Por isso seu traço fica mais claro com pontos mais escuros ao fim do traço, onde há acúmulo de tinta. Eu as uso apenas em desenhos muito pequenos ou em detalhes. Podem ser encontradas em diferentes espessuras de traço, a partir de O,O5mm. Tanto a caneta quanto o bico de pena com nanquim borram com facilidade. Tome cuidado quando estiver utilizando qualquer um deles.

O colorido é dado do lado avesso do papel vegetal, com lápis de cor, giz de cera, pastel, canetas hidrográficas e vários tipos de tinta. O material de eleição para principiantes é lápis de cor, pois pode ser mais facilmente apagado e corrigido. Antes de tentar qualquer pintura em papel vegetal, treine antes em folhas de rascunho de papel sulfite e pedaços de papel vegetal.

Os lápis de cor mais adequados são os de mina macia, facilmente encontrados em lojas do tipo' a partir de 1,99 '. São lápis baratos de baixíssima qualidade em virtude da maciez da mina. Se o lápis cair no chão ou não for apontado com cuidado, as pontas irão se quebrar constantemente. Por isso é bom ter uma dessas lapiseiras com apontador de minas em uma das extremidades, cujo nome era 'Compactor'. Não sei se ainda são fabricadas, a minha tem uns vinte anos. Se tiver ou conseguir ainda uma dessas, arrume uma caixinha para colocar as pontas quebradas para o posterior uso.

Não compre nenhuma caixa de lápis de cor se já tiver algum em casa. Acostume-se a usar o que tiver mais a mão, mesmo se estes forem duros.

Cada pessoa tem um estilo de pintura que sabe fazer melhor ou gosta mais. Tente descobrir o seu. Eu gosto de pintar formando sempre um degrade, partindo sempre do tom mais escuro para o mais claro de uma mesma cor.

Na próxima postagem mais dicas, porque esta aqui já está muito longa.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Aviso

Postagem curtinha para avisar que, por motivos que fogem do meu controle, não poderei postar por alguns dias.

Nos vemos em breve.

Parte 7 - Picote


O picote consiste em cortar as áreas perfuradas com uma tesoura pequena, de ponta fina através de seus furos.

Para o picote, precisaremos de uma tesoura com suas pontas bem finas, para que introduzamos as mesmas em dois furos cortemos o papel vegetal entre eles 'beliscando-o'.

O efeito de picote só é conseguido se a tesoura estiver na perpendicular em relação ao papel vegetal.

Primeiramente deverá proteger os dedos da mão esquerda, se sua mão dominante for a direita, o indicador e o médio. Você vai apoiar a ponta da tesoura em um desses dedos e isso irá impedir que se machuque. Enrole um pedaço de esparadrapo ou fita crepe, dando duas ou três voltas ou coloque uns dois ou três pedaços um sobre os outros. Vá trocando quando for necessário.

Você terá de achar a posição mais confortável para fazer o picote. A seguir uma sugestão é dada para as pessoas destras. Se você for canhoto, apenas inverta as mãos.

Picote sempre sobre uma bandeja rasa, uma tampa de caixa de sapato ou um papel grande: vai ser muito mais fácil se livrar dos restos do vegetal picotado, ao invés de ficar limpando a mesa e varrendo o chão.

Apóie os cotovelos na mesa e segure o vegetal com a mão esquerda, sem amassá-lo. Pegue a tesoura com a direita da maneira usual. Se a tesoura for curva, a curvatura deverá ficar para cima. Para picotar, ainda segurando a tesoura dessa maneira, vire a palma da mão para cima. Se a tesoura tiver curva, esta agora estará para baixo. Introduza as pontas da tesoura em duas perfurações contíguas e picote.

O esquema anterior você já conhecem e mostra os picotes mais comuns.

O picote sempre é feito utilizando-se duas perfurações que estejam uma ao lado da outra, ou uma sobre a outra. A única exceção é quando temos perfurações em cantos e na borda externa. No esquema 18 na página anterior, mostrado em azul, os picotes de alguns conjuntos de perfurações.
Note que o picote para formarmos um 'X' não é feito com dois cortes diagonais, mas quatro cortes acompanhando as perfurações.

Geralmente não é necessário fazermos todos os picotes. Você perceberá, por exemplo, que, no corte do 'X' do parágrafo anterior, no segundo ou terceiro picote, o miolo se solta não sendo necessário os picotes restantes. Se, por ventura algum resto de vegetal ainda permanecer preso ao corpo principal do trabalho, evite puxá-lo. E bem melhor removê-lo com novo picote para, não rasgar o papel vegetal.

Comece o picote sempre pelo desenho interno do trabalho, deixando o picote da borda para o fim. Se for possível, deixe o picote da borda externa apenas quando for fazer a ilustração, se houver, ou finalização do trabalho. Isso é feito para evitar que o simples manuseio do vegetal o danifique.
Em cartões só com relevo, sem figura, faça todo o trabalho deixando o picote da borda para o fim: faça os envelopes, perfure e picote o sulfite para o miolo, picote os motivos do interior e só depois a borda. Se for colar o miolo, cole-o e coloque o cartão já pronto no envelope para evitar que se amasse.

De qualquer maneira, postergue o máximo possível o picote da borda externa.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Execução do Relevo


Execução do Relevo

Para fazer o relevo você deverá copiar o esquema previamente planejado. Pressione o boleador no avesso do papel sobre a superfície acolchoada como se estivesse escrevendo ou desenhando.

De inicio faça uma pressão leve, pois ainda não tem experiência ou prática. Não aperte muito, pois poderá rasgar o vegetal. Se precisar, passe o boleador várias vezes no mesmo local, até conseguir o efeito desejado e aprender que força aplicar.

Para um relevo ficar mais bonito, tente sempre aplicar a mesma pressão para não deixar falhas. Sempre que houver relevo ao lado de uma área de picote, faça-o o mais próximo possível das perfurações, para um melhor efeito. Se fechar alguma perfuração durante o processo, perfure-a novamente, pelo lado direito do trabalho.

Quando estiver boleando, principalmente círculos como aqueles do esquema 1, tente fazer um círculo e não uma 'rosquinha'. Comece pelo centro e vá abrindo em movimentos circulares, até chegar às perfurações. Sempre vire o trabalho para olhar o lado direito e ver como ele está ficando. Repasse o boleador pelo mesmo local até que o relevo fique com uma cor leitosa, seja branca ou da cor do tingimento.

Geralmente o relevo constitui-se de um motivo que se repete por todo o trabalho. Além disso, dentro de um mesmo motivo, partes do motivo podem se repetir. Um dos segredos dessa técnica é fazer todas as partes que se repetem iguais. Você consegue isso com treino e com um pequeno truque. Observe o esquema a seguir.

Nesse esquema, o motivo que se repete é uma flor, constituída de quatro pétalas iguais. Para que cada pétala fique o mais parecido possível com as outras, descubra a posição em que tem maior facilidade de executar o desenho. Por exemplo, eu começo no centro da flor, na ponta da gota que representa a pétala, e faço sempre o desenho para cima. Quando eu terminei todas as gotas dessa direção, giro o cartão e continuo a fazer as pétalas dessa mesma maneira.

No esquema, eu faria primeiro as pétalas de cor laranja, giraria o trabalho e faria as de cor vermelha, giraria e faria as de cor azul, giraria e faria as de cor verde. Siga a ordem que quiser mas procure sempre executar o mesmo desenho na mesma direção, da mesma maneira.

Isso também se aplica às linhas externas do bloco de relevo ao relevo próximo à borda externa e riscos no interior de pétalas e outros. Descubra em que posição você tem mais facilidade e vá girando o trabalho para fazê-lo sempre na mesma direção.

No caso de riscos no interior e ao redor de pétalas e outros motivos, faça sempre os riscos em uma mesma direção, para o trabalho ficar mais simétrico.

Se você não tiver certeza de qual boleador é mais adequado para cada relevo por não saber a espessura do traço, faça um teste num pedaço de papel vegetal. De maneira geral, círculos como os do esquema 1 são feitos com o boleado esférico n° 103 da Stylustec ou similar. É o terceiro em tamanho. Para fazer a maioria dos desenhos internos, linhas externas e perto da borda externa, o nº 102 é usado. Para desenhos mais delicados e riscos no interior de pétalas, o nº 101 é o mais indicado. Entretanto, você pode usar o que achar mais adequado, segundo o seu trabalho. Na dúvida, teste seus boleadores num pedaço qualquer de papel vegetal.

Para um relevo de bordas mais evidenciadas, faça o contorno com o boleador mais fino e depois o preencha com um boleador mais grosso, até que ele fique totalmente claro.

Pelo avesso, o papel vegetal perfurado pode ser áspero como uma lixa.
Se tiver uma pele sensível, principalmente perto das unhas dos dedos anelar e médio da mão dominante, é melhor protege-la com um pedaço de fita crepe ou esparadrapo ou colocar um papel macio sobre as perfurações para apoiar a mão, para evitar que a sessão de relevo se torne uma sessão de tortura.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Parte 6 - Execução do Relevo: introdução


Depois de perfurar todo o papel vegetal, conforme o modelo da matriz, vamos passar para a etapa de relevo.

Nós fazemos o relevo, ou boleamos, o papel vegetal sempre do lado avesso, ou seja, do lado mais áspero, usando os boleadores. Estes instrumentos possuem geralmente uma esfera metálica em sua ponta, de diferentes tamanhos segundo sua numeração. Também existem boleadores de outros formatos, como estrelas e corações, e outros formados por um arco de metal, chamados boleadores esfumaçadores.

Além desses boleadores, algumas pessoas também usam brocas de dentista para a execução do relevo, principalmente as laminadas do tipo tronco cônicas invertidas de maior diâmetro. Elas produzem um desenho parecido com uma flor de pétalas retas. São afiadas e podem cortar o vegetal se manuseadas sem o devido cuidado.

Somente os boleadores esféricos são imprescindíveis para esta técnica de trabalho. Não tenho nenhum de estrela ou coração, só esféricos e esfumaçadores, e faço todos meus relevos com eles.

Como base para a execução do relevo é usada uma superfície levemente acolchoada. Eu uso um mouse pad, dos mais baratos, com tecido de um dos lados. Um pedaço de E.V.A., emborrachado ou de feltro também podem ser usado, mas este com o tempo deverá ser substituído. Use o que tiver, mas, se for comprar, opte por um mouse pad de cor escura.

domingo, 31 de maio de 2009

Perfuração do Papel no Interior do Cartão

O papel vegetal, principalmente os mais finos, é um material transparente. Em cartões com dizeres no interior ou mesmo de face única, você poderá querer colocar uma folha de sulfite, cartolina ou outra em seu interior ou atrás.

Para acrescentar esse sulfite, no caso, você poderá apenas dobrá-lo e colocar essa dobra na dobra do cartão. Subtraia 0,5 cm ou quanto desejar do tamanho do cartão de cada lado, exceto o lado da dobra e cortar o sulfite em linha reta com uma tesoura comum, de corte em zig-zag ou ondulado ou cortadores específicos. Esse tipo de procedimento valoriza o relevo da borda externa do trabalho, o qual ficará mais evidente.

Uma outra maneira de se fazer isso é também perfurar e picotar o papel que vai no miolo do cartão. Para fazer isso, meça o cartão de papel vegetal aberto e corte o papel que irá usar em um tamanho um pouco maior. Junte dois para furar ao mesmo tempo como no caso do vegetal, se for papel sulfite. Para papéis mais grossos, fure apenas um de cada vez.

Em ambos os casos acima, dobre esse(s) papel (papéis) ao meio, pois furaremos e picotaremos frente e verso de uma só vez e ele sairá pronto.

Em trabalhos bem acabados, o papel interior, se houver, não deverá ficar maior do que o vegetal, a não ser que tenha sido planejado assim.

Para evitar isso, quando prender a matriz sobre o papel e o isopor com os alfinetes, a última carreira de furos da borda, aquela sobre a qual dobrou o vegetal para fazer a dobra do cartão, ficará de fora, ao lado da dobra do papel. Para entender melhor, observe o esquema a seguir:


Na linha onde está escrito 'Dobra' é onde estará a dobra do papel que irá perfurar. Observe que os dez furos ('X') da primeira linha de cima ficaram de fora do papel e não serão feitos. Perfure apenas a borda externa.

Remova a matriz e se quiser picote esse papel como se fosse papel vegetal ou, com uma tesoura maior, corte sobre as perfurações.

Se quiser perfurar algum papel para colocar atrás de um cartão simples, bastará pegar a matriz do mesmo e perfurar toda sua borda externa.

sábado, 30 de maio de 2009

Perfuração do Papel Vegetal: cartões duplos

Perfuração de Cartões Duplos

Se você estiver perfurando um cartão com frente, interior e verso em papel vegetal, terá de tomar alguns cuidados. Posicione a matriz próximo à borda do papel vegetal, e à dobra, se houver.

A borda da matriz e do vegetal devem estar paralelas, pois você terá de dobrar o vegetal para fazer a parte de trás do cartão. Se a matriz estiver muito torta, quando dobrar, a parte de trás do cartão pode não caber no vegetal restante.

Isso funciona bem para cartões quadrados e retangulares. Para cartões de borda irregular, com formato de flores, borboletas, corações, faça com que a dobra do cartão fique sempre na perpendicular e no centro do pedaço de vegetal que cortou.

Na borda lateral da matriz onde ficará a dobra do cartão, é melhor não perfurar todos os furos, para evitar que as duas partes do cartão se separem. Você deverá perfurar apenas os furos vizinhos do vazado.

Observe o esquema a seguir, que representa um segmento de borda. Na linha escrito 'Dobra' é onde ficará a dobra do cartão. O que estiver marcado com 'X' deverá ser perfurado. O que está marcado com 'O' não deverá ser perfurado pois está na dobra do cartão.


A face mais áspera do vegetal perfurado é o avesso do cartão, a face mais lisa é a frente. Tenha sempre isso em mente.

Coloque o cartão com o avesso para cima. Perceberá que o vegetal em alguns casos parecerá uma lixa. Faça o relevo como explicado na próxima parte com mais detalhes.

Agora, com o relevo feito, vire o cartão do avesso. Coloque uma régua onde deverá dobrar o cartão. Segure-a firme, mas sem apertar muito para não danificar o relevo. Dobre o papel vegetal cuidadosamente para formar a parte de trás do cartão. Como ainda não tem muita prática, dobre uma folha de vegetal de cada vez. Faça um vínculo não muito forte com a unha, para que ele não fique abrindo. Se o relevo foi danificado, delicadamente o conserte.

Fure a parte de trás do cartão com os mesmos procedimentos. Não é necessário o uso da matriz. Prenda a face da frente do cartão no vegetal da parte de trás com tantos alfinetes forem necessários para firmar bem o vegetal no isopor, sempre usando as perfurações da borda pois é só esta que iremos perfurar. Fure toda a volta. Removendo os alfinetes e soltando o cartão, agora totalmente perfurado, podemos passar agora para a fase de picote.

Muito confuso? Qualquer dúvida, deixe um comentário.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Perfuração do Papel Vegetal: perfurando


Perfuração do Papel Vegetal

Cortado o papel, passemos para a perfuração propriamente dita. Se estiver apenas aplicando uma área de picote e relevo em um trabalho qualquer, coloque o papel vegetal sobre um pedaço de isopor, a matriz sobre ele, na área desejada, com a parte áspera (avesso) para baixo. Prenda tudo com alguns alfinetes até ficar bem firme. Espete os alfinetes em perfurações da própria matriz, tomando cuidado de colocá-los perpendicularmente e até o fim. Se estiver utilizando um isopor muito fino, você deverá colocar quantas lâminas forem necessárias para que o papel vegetal e matriz fiquem bem firmes. Coloque sempre um papelão ou revista velha se estiver trabalhando sobre uma superfície de madeira ou outra, para que esta não seja arranhada pelos alfinetes.

Tudo estando bem firme, comece a perfurar com o furador. Você deve furar sempre na perpendicular, utilizando mais do que a ponta do alfinete. Você deve introduzi-lo pelo menos 1 cm ou até seu diâmetro máximo. Se sua matriz for de PET, perceberá que, mesmo se tiver perfurando com o mesmo furador que usou para fazer a matriz, parece que os furos estão menores. Isso é normal, pois o material sempre tende a fechar um pouco o diâmetro das perfurações.

As perfurações devem ser perpendiculares para preservar a matriz por mais tempo e facilitar o picote, deixando-o mais evidente. Para facilitar a perfuração, novamente vá espetando um pedaço de vela, para passar parafina no furador.

Terminado o serviço, antes de remover a matriz, verifique se não esqueceu de fazer nenhum furo. Feito isso, remova com cuidado os alfinetes que prendem a matriz e depois a matriz. Você perceberá que as duas folhas de papel vegetal estarão unidas. Elas devem ficar assim até o término do picote. Se trabalhar com folhas tingidas, poderá prendê-las com um pedaço de fita adesiva numa área não utilizada do seu trabalho.

Se você estiver perfurando cartões de frente simples de vegetal, o procedimento será o mesmo. Prenda a matriz e as duas folhas de papel vegetal ao isopor com alfinetes e perfure completamente a matriz, borda e interior. O trabalho estará pronto para ser boleado.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Perfuração do Papel Vegetal: papel tingido

Perfuração do Papel Vegetal Tingido

Estando seu papel tingido, você deverá escolher de que cor quer o relevo. Se a face tingida ficar do avesso, o relevo será branco.

Se você não marcou de que lado tingiu o papel vegetal, terá que fazer um teste de relevo. Com um boleador, pressione o papel vegetal de leve sobre o mouse pad ou feltro, numa área que não vai ser ocupada pelo trabalho. O lado que você pressionou é o avesso. Vire o papel para o lado direito e veja de que cor ficou o relevo (área saliente). Se este ficou da cor desejada, fure a partir desse lado: este será a partir de agora o lado direito do trabalho. Se não ficou da cor desejada, vire a folha e perfure a partir desse lado, que agora passará a ser o direito. Faça isso em ambas as folhas que for usar se estas não estiverem unidas.

Lembre-se: você perfura do direito para o avesso e boleia do avesso para o direito.

Parte 5 - Perfuração do Papel Vegetal

Se você não tingiu o papel vegetal, começará a manuseá-lo agora. Esse tipo de papel, apesar de encorpado em virtude de sua espessura, é muito sensível. Como um papel laminado, qualquer amassado ou vínculo marcará permanentemente o papel. Além disso, umidade o deixa enrugado, um clima quente e seco o faz dobrar ou ficar ressecado e quebradiço. Faça essa experiência: pegue uma pequena tira que tenha sobrado, de aproximadamente 1 cm por 3 ou 4 cm. Coloque-a sobre a palma de sua mão quente em um dia frio. Você verá as duas pontas da tira se curvarem para cima, tamanha a sensibilidade do papel. Portanto, tome muito cuidado ao segurá-lo para não amassá-lo ou marcá-lo, pois estas marcas não desaparecerão

Quando o cortar, corte vegetal suficiente para poder dobrar o pedaço no meio e obter folha dupla. Você irá perfurar, bolear e picotar dois exemplares de um mesmo modelo ao mesmo tempo.

Corte do Papel Vegetal para Cartões Duplos e Simples

Se estiver fazendo um cartão, e ele tiver frente, interior e verso em vegetal, lembre-se de medir a matriz, acrescentar de 0,5 a 1 cm de cada lado e duplicar o valor. A matriz representa somente a parte da frente de um cartão com essas características. Se somente furar a matriz em um pedaço de vegetal pouco maior do que ela, obterá um cartão simples, ou seja, apenas a parte da frente será em papel vegetal. Há cartões com esta característica, mas você terá que decidir antes o tipo de cartão que irá executar.

Lembre-se que geralmente perfuramos e fazemos o relevo em duplas, portanto o valor ou tamanho obtido anteriormente pode e deve ser novamente duplicado, ou uma folha de vegetal de igual tamanho deve se juntar a ela. Não é necessário colar ou prender uma folha na outra: quando começamos a perfurar, as duas se unem.

Uma maneira simples de se fazer isso, principalmente para a confecção de vários cartões com uma mesma matriz, um pedido de uns dez cartões, por exemplo é fazendo a primeira medição para calcular o tamanho total da área de vegetal necessária e dobrando o papel vegetal para obter a dupla de cartões. Por exemplo, a área total do papel vegetal necessário é 20x10 cm. Se usar papel vegetal em rolo, meça a altura de 10 cm e cuidadosamente dobre o vegetal sobre si mesmo e corte de modo que consiga uma faixa de 20 cm dobrada ao meio, ou seja 2 x 10 cm. Com a faixa dobrada, meça e corte o comprimento do cartão que é de 20 cm.

Complicado? É mais fácil fazer do que explicar.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tingimento do Papel Vegetal 03

Variações da Técnica

Outra sugestão é tingir as duas faces do papel vegetal com cores diferentes mas que combinem. Se não tiver certeza do resultado, faça testes em pedaços de papel vegetal antes de aplicar sua idéia em um pedaço grande de vegetal. Guarde sempre as sobras de papel vegetal, mesmo que amassadas, para essa finalidade.

Pode tentar também usar esponjas, espumas ou outros materiais além do algodão para dar uma textura diferente ao tingimento. Nesse caso, umedeça o material que estiver usando com solvente, passe-o no giz de cera e aplique no papel vegetal com suaves batidas, sem esfregar.

Há inúmeras variações de técnica para tingimento, usando esses e outros materiais, como anilina de flor e álcool. Faça testes para descobrir qual técnica combina mais com o trabalho que irá executar.

Se quiser, prenda uma folha na outra usando um pedaço de fita adesiva, sempre numa área que não vai ser ocupada pelo trabalho. Faça isso para evitar que elas se separem depois de perfurado o vegetal.

Tingimento do Papel Vegetal 02

Para Tingir o Papel Vegetal

Você primeiramente deve forrar com papel absorvente a superfície na qual irá trabalhar. Pode ser algumas folhas de jornal se este não soltar tinta, com ou sem o solvente. Se soltar, coloque um folha de papel 'kraft', papelão, papel tipo jornal, ou algum outro.

Não use plástico, pois este provavelmente vai ficar úmido e tingir, mesmo sem querer, a face do vegetal que está por baixo: o papel vegetal geralmente só é tingido em uma das faces.

Em trabalhos com vegetal tingido, é interessante que as duas folhas de vegetal não estejam soltas, mas apenas dobradas. Sempre que você cortar o papel vegetal, lembre-se de que ele é perfurado, boleado e picotado em duplicata. Se o papel não for tingido, o simples processo de perfuração será suficiente para unir as duas folhas, as quais serão separadas ao fim do picote. Com o papel tingido, isso geralmente não acontece. As folhas ficam soltas e se forem duas folhas separadas, ficará mais difícil mantê-las juntas para serem boleadas e picotadas.

Se optar por mantê-las juntas pela dobra, tome cuidado na hora do tingimento. Quando juntas, as duas faces de cima devem ser tingidas. Não adianta tingir uma folha grande em uma das faces e depois dobrar. Se assim o fizer, você terá a face da frente da primeira tingida e a face de trás da segunda. Isso não está correto.

Se você quiser, pode colocar um pequeno pedaço de fita crepe na face tingida ou fazer uma marcação de algum tipo, a lápis, fora da área que será ocupada pelo trabalho, para saber qual face foi tingida. Como opção, poderá fazer um teste de relevo antes de começar a perfurar o papel vegetal.


Por que todo este cuidado? Observe as figuras acima e abaixo. Dependendo de qual lado você boleie o papel vegetal tingido dessa maneira, o relevo ficará branco ou da cor na qual foi tingido, só que mais claro. Se fizer o tingimento e marcações corretas, poderá escolher, entre essas duas opções, a cor do relevo.



Não é necessário prender o vegetal para ser tingido. Escolha a cor ou cores que vai usar. Se escolher mais de uma, deixe uma pequena faixa sem pigmento e use um chumaço de algodão para cada cor, para que estas não se misturem. Delicadamente, rabisque o papel vegetal com o giz de cera escolhido. A superfície inferior, a base sobre a qual trabalha deve ser firme para não danificar o papel vegetal. Quanto mais pigmento colocar no papel, mais escuro ficará o tingimento.

Você deve cuidar para não arranhar o papel vegetal com alguma impureza que porventura houver no giz de cera. Não adianta apertar muito o giz. Rabisque bem, sem apertar, para pigmentar bem o papel vegetal.

Feito isso na área desejada, com um algodão úmido em solvente, vá diluindo o pigmento sobre o papel. O algodão deve estar úmido, não pingando solvente. Se usar mais de uma cor, não as misture.

Provavelmente removerá boa parte do pigmento ( e da cor) do papel vegetal. Não tem importância. Repita o processo até conseguir a cor desejada. Para evitar isso, guarde os chumaços usados para usar no próximo tingimento, pois o algodão já vai estar pigmentado, tingindo o vegetal já na primeira passagem. Deixe que sequem bem antes de guardá-los, de preferência separando por cores.

Se por ventura o cor do tingimento ficar mais escura do que queria, pegue um chumaço de algodão limpo, umedeça-o no solvente e passe no vegetal para remover o excesso de pigmento.

Também pode aplicar uma outra cor sobre uma superfície já tingida, seca ou não utilizando um chumaço de algodão levemente úmido de solvente com pigmento de outra cor. Nesse caso, nunca esfregue o algodão no papel vegetal: dê pequenas batidas em sua superfície.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Parte 4 - Tingimento do Papel Vegetal

Parte 4 - Tingimento do Papel Vegetal

O Papel Vegetal é um material originalmente branco mas que pode ser facilmente tingido. Em trabalhos só com relevo e picote, principalmente cartões sem figura, o relevo ficará bem mais evidente, valorizando seu trabalho. Houve uma época que havia papel vegetal colorido à venda, não sei se ainda há, mas sai muito mais barato tingi-lo em casa, com a vantagem adicional de deixá-lo da cor, ou cores, que quiser.

Antes de tingir o papel vegetal, você terá de cortá-lo. Corte-o sobre uma superfície dura, para não danificá-lo. O que uso está em rolo. Para cortá-lo eu limpo bem o chão e desenrolo sobre o piso de cerâmica. Eventualmente também o corto sobre o carpete ou forro, sempre com um estilete. Você pode fazer isso também ou adaptar essa idéia para o que tiver a mão. Não faça isso sobre um piso de madeira para não danificá-lo.

A técnica mais fácil de tingimento é aquela na qual se usa giz de cera e solvente, aplicado com um chumaço de algodão.

Inicialmente precisará testar o giz de cera e o solvente que tiver. Não sei se mencionei, mas costumo usar giz de cera da 'Faber-Castel' e solvente mineral da marca 'Varsol'. Tanto um como outro eu já tinha em casa, não os comprei especificamente para o trabalho em papel vegetal. Use o que tiver, fazendo testes para descobrir qual funciona ou não. Pegue um chumaço de algodão, molhe no solvente e passe no giz de cera. Se soltar pigmento, o solvente é adequado.

Advertência: nunca é demais lembrar que estes solventes são substâncias tóxicas e altamente inflamáveis. Elas devem ser manuseadas por pessoas responsáveis, em lugares bem ventilados e longe de fontes de calor e fogo, e guardadas em lugares seguros, longe de crianças e animais.