Ganhe para visitar sites:

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Pintura 02

Para começar escolha um desenho simples, de preferência já colorido, com efeito de claro e escuro. O exemplo a seguir eu consegui em uma coletânea de cliparts. A figura representa um cãozinho e uma borboleta e foi ampliada:



Faça adaptações no desenho original, visando a rapidez e praticidade do trabalho. Como é muito mais fácil desenhar uma série de riscos pequenos ao invés de uma linha contínua para representar o pelo fofo do cãozinho, assim o fiz. Não é sempre que isso é possível, mas se for, não deixe de aplicar essa idéia. O desenho acima ficaria assim:

Capriche também nos olhos, pois estes sempre dão vida ao desenho. Veja que a figura tem poucas cores. No cãozinho apenas bege, marrom e preto. O preto do contorno e do olho, no papel vegetal seriam feitos em nanquim pela frente do trabalho. O resto da pintura, bege e marrom, pela parte de trás.

Mas falta alguma coisa para dar mais vida ao desenho. Veja a próxima figura e observe os detalhes feitos em branco. O brilho do olho e do focinho, depois de finalizado o colorido por trás, será feita pela parte da frente com nanquim branco e caneta bico de pena.


Eu começo sempre pelo tom mais escuro da mesma cor, com uma pressão mais forte no início que vai se suavizando, tentando não deixar riscos no vegetal. Na pintura, trabalhe sempre sobre superfícies duras, de preferência brancas. Apóie sobre um papel sulfite branco e mantenha outra folha para rabiscos de testes do tom dos lápis que estiver usando.

Na figura original não há muita diferenciação entre luz e sombra, mas geralmente a luz vem de cima e a sombra fica embaixo. Se quiser acrescentar mais esse efeito tridimensional ao desenho, escureça um pouco as partes que estariam na sombra.

Para dar um efeito aquarelado ao lápis de cor comum, pegue um palito de dente, enrole um pequeno chumaço de algodão em uma das pontas. Umedeça o algodão com benzina e passe na área pintada. Não misture as cores: use um algodão diferente para cada uma delas. É provável que algum outro solvente faça o mesmo efeito. Teste o que tiver em casa, pois benzina tem sua venda controlada e é mais difícil de encontrar.

Advertência: benzina é uma substância tóxica e altamente inflamável. Ela só deve ser manuseada por pessoas responsáveis e em locais bem ventilados longe de fontes de calor. Ela deve ser guardada em lugares seguros, fora do alcance de crianças, animais e fontes de calor.

Se souber mais de pintura do que eu, e achar que nos parágrafos anteriores só está escrito besteira, por favor ignore-os, e aceite minhas desculpas pelo tempo gasto em lê-los.

Para aqueles que nada sabem de pintura eu aconselho a prestar atenção a qualquer desenho que lhe cair em mãos e treinar bastante tentando reproduzi-los. Utilize papel carbono ou de seda para copiá-los e scanner e impressora se quiser modificar seu tamanho. Os primeiros talvez não fiquem como queria, mas sua técnica e prática melhorarão com o tempo. Tente encontrar desenhos não muito complicados, principalmente no início, quando ainda não tiver prática.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Parte 8 - Pintura 01

Depois de um "longo e tenebroso inverno" eis-me aqui novamente.

Parte 8 - Pintura

Se você que está lendo este curso nesse blog teve algum tipo de aula de pintura ou desenho, provavelmente saberá muito mais de pintura do que eu e pouco ou nada terei a acrescentar.

Se você não sabe nada de pintura ou desenho, só poderei dar algumas sugestões e você terá de ter paciência e treinar um pouco para aprimorar sua técnica.

Se já trabalhou com vegetal percebeu que ele não admite erros: uma vez amassado, a marca ficará para sempre. Em alguns aspectos, com a pintura acontece o mesmo. Por isso, se não sabe nada de pintura, use lápis de cor. Se aplicado delicadamente, poderá ser apagado em caso de erro.

Com o nanquim não acontece o mesmo: uma vez aplicado, não há garantias de que possa ser corrigido, nem pequenos riscos, raspando-o com um estilete. Você terá de treinar para conseguir firmeza nos traços.

A grande maioria das figuras feita em trabalhos de papel vegetal tem um contorno de nanquim preto pelo lado direito e é pintado com diferentes materiais pelo lado avesso. O nanquim é aplicado com uma caneta bico de pena própria para nanquim, com várias numerações indicando a espessura do traço. Nesse tipo de trabalho, contorno, nos interessa as de espessura de traço mais fino e que são as mais facilmente encontradas.

Para obter um traço mais fino, costumo afiar mais ainda a ponta da caneta bico de pena, em uma pedra para afiar facas. Se for fazer isso, tome cuidado para não danificar a pena. Também costumo trocar o cabo da mesma por um com diâmetro maior para dar mais firmeza. Se sua pena for comprada, também convém remover o verniz que recobre a parte metálica. Para isso basta esquentá-la levemente em uma chama de vela.

Antes de tentar fazer qualquer desenho em algum trabalho de papel vegetal, treine um pouco com a pena e nanquim em uma folha de papel qualquer. Perceberá que quanto mais apertar ou inclinar a pena, mais espesso ficará o traço. Então, terá de manter a pena perpendicular e só passá-la de leve sobre o papel para conseguir um traço fino.

Além disso, qualquer sujeira ou acúmulo de tinta seca em sua ponta também produzirá um traço mais espesso. Se perceber que isso está acontecendo, pare o trabalho e limpe a pena com um pano ou papel que não solte fiapos e álcool líquido. Seque a seguir.

Você não precisa saber desenhar para ilustrar seus trabalhos, pode apenas copiar desenhos de outras fontes, tais como revistas de pintura em geral, principalmente pintura em tecido, revistas de bordado, livros infantis, cliparts e diversas outras fontes. E só prestar atenção nas figuras que surgirem e pensar em que tipo de trabalho podem ser aplicadas.

O nanquim e a pena podem ser substituídos por canetas para arte final. Apesar de serem importadas, não são tão caras assim e relativamente fáceis de encontrar. Os trabalhos não ficam tão bonitos como os feitos com nanquim, pois este produz um traço de cor bem escura e sem variação de tom. As canetas de arte final não foram feitas para serem usadas em papel vegetal mas em papéis mais absorventes. Por isso seu traço fica mais claro com pontos mais escuros ao fim do traço, onde há acúmulo de tinta. Eu as uso apenas em desenhos muito pequenos ou em detalhes. Podem ser encontradas em diferentes espessuras de traço, a partir de O,O5mm. Tanto a caneta quanto o bico de pena com nanquim borram com facilidade. Tome cuidado quando estiver utilizando qualquer um deles.

O colorido é dado do lado avesso do papel vegetal, com lápis de cor, giz de cera, pastel, canetas hidrográficas e vários tipos de tinta. O material de eleição para principiantes é lápis de cor, pois pode ser mais facilmente apagado e corrigido. Antes de tentar qualquer pintura em papel vegetal, treine antes em folhas de rascunho de papel sulfite e pedaços de papel vegetal.

Os lápis de cor mais adequados são os de mina macia, facilmente encontrados em lojas do tipo' a partir de 1,99 '. São lápis baratos de baixíssima qualidade em virtude da maciez da mina. Se o lápis cair no chão ou não for apontado com cuidado, as pontas irão se quebrar constantemente. Por isso é bom ter uma dessas lapiseiras com apontador de minas em uma das extremidades, cujo nome era 'Compactor'. Não sei se ainda são fabricadas, a minha tem uns vinte anos. Se tiver ou conseguir ainda uma dessas, arrume uma caixinha para colocar as pontas quebradas para o posterior uso.

Não compre nenhuma caixa de lápis de cor se já tiver algum em casa. Acostume-se a usar o que tiver mais a mão, mesmo se estes forem duros.

Cada pessoa tem um estilo de pintura que sabe fazer melhor ou gosta mais. Tente descobrir o seu. Eu gosto de pintar formando sempre um degrade, partindo sempre do tom mais escuro para o mais claro de uma mesma cor.

Na próxima postagem mais dicas, porque esta aqui já está muito longa.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Aviso

Postagem curtinha para avisar que, por motivos que fogem do meu controle, não poderei postar por alguns dias.

Nos vemos em breve.

Parte 7 - Picote


O picote consiste em cortar as áreas perfuradas com uma tesoura pequena, de ponta fina através de seus furos.

Para o picote, precisaremos de uma tesoura com suas pontas bem finas, para que introduzamos as mesmas em dois furos cortemos o papel vegetal entre eles 'beliscando-o'.

O efeito de picote só é conseguido se a tesoura estiver na perpendicular em relação ao papel vegetal.

Primeiramente deverá proteger os dedos da mão esquerda, se sua mão dominante for a direita, o indicador e o médio. Você vai apoiar a ponta da tesoura em um desses dedos e isso irá impedir que se machuque. Enrole um pedaço de esparadrapo ou fita crepe, dando duas ou três voltas ou coloque uns dois ou três pedaços um sobre os outros. Vá trocando quando for necessário.

Você terá de achar a posição mais confortável para fazer o picote. A seguir uma sugestão é dada para as pessoas destras. Se você for canhoto, apenas inverta as mãos.

Picote sempre sobre uma bandeja rasa, uma tampa de caixa de sapato ou um papel grande: vai ser muito mais fácil se livrar dos restos do vegetal picotado, ao invés de ficar limpando a mesa e varrendo o chão.

Apóie os cotovelos na mesa e segure o vegetal com a mão esquerda, sem amassá-lo. Pegue a tesoura com a direita da maneira usual. Se a tesoura for curva, a curvatura deverá ficar para cima. Para picotar, ainda segurando a tesoura dessa maneira, vire a palma da mão para cima. Se a tesoura tiver curva, esta agora estará para baixo. Introduza as pontas da tesoura em duas perfurações contíguas e picote.

O esquema anterior você já conhecem e mostra os picotes mais comuns.

O picote sempre é feito utilizando-se duas perfurações que estejam uma ao lado da outra, ou uma sobre a outra. A única exceção é quando temos perfurações em cantos e na borda externa. No esquema 18 na página anterior, mostrado em azul, os picotes de alguns conjuntos de perfurações.
Note que o picote para formarmos um 'X' não é feito com dois cortes diagonais, mas quatro cortes acompanhando as perfurações.

Geralmente não é necessário fazermos todos os picotes. Você perceberá, por exemplo, que, no corte do 'X' do parágrafo anterior, no segundo ou terceiro picote, o miolo se solta não sendo necessário os picotes restantes. Se, por ventura algum resto de vegetal ainda permanecer preso ao corpo principal do trabalho, evite puxá-lo. E bem melhor removê-lo com novo picote para, não rasgar o papel vegetal.

Comece o picote sempre pelo desenho interno do trabalho, deixando o picote da borda para o fim. Se for possível, deixe o picote da borda externa apenas quando for fazer a ilustração, se houver, ou finalização do trabalho. Isso é feito para evitar que o simples manuseio do vegetal o danifique.
Em cartões só com relevo, sem figura, faça todo o trabalho deixando o picote da borda para o fim: faça os envelopes, perfure e picote o sulfite para o miolo, picote os motivos do interior e só depois a borda. Se for colar o miolo, cole-o e coloque o cartão já pronto no envelope para evitar que se amasse.

De qualquer maneira, postergue o máximo possível o picote da borda externa.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Execução do Relevo


Execução do Relevo

Para fazer o relevo você deverá copiar o esquema previamente planejado. Pressione o boleador no avesso do papel sobre a superfície acolchoada como se estivesse escrevendo ou desenhando.

De inicio faça uma pressão leve, pois ainda não tem experiência ou prática. Não aperte muito, pois poderá rasgar o vegetal. Se precisar, passe o boleador várias vezes no mesmo local, até conseguir o efeito desejado e aprender que força aplicar.

Para um relevo ficar mais bonito, tente sempre aplicar a mesma pressão para não deixar falhas. Sempre que houver relevo ao lado de uma área de picote, faça-o o mais próximo possível das perfurações, para um melhor efeito. Se fechar alguma perfuração durante o processo, perfure-a novamente, pelo lado direito do trabalho.

Quando estiver boleando, principalmente círculos como aqueles do esquema 1, tente fazer um círculo e não uma 'rosquinha'. Comece pelo centro e vá abrindo em movimentos circulares, até chegar às perfurações. Sempre vire o trabalho para olhar o lado direito e ver como ele está ficando. Repasse o boleador pelo mesmo local até que o relevo fique com uma cor leitosa, seja branca ou da cor do tingimento.

Geralmente o relevo constitui-se de um motivo que se repete por todo o trabalho. Além disso, dentro de um mesmo motivo, partes do motivo podem se repetir. Um dos segredos dessa técnica é fazer todas as partes que se repetem iguais. Você consegue isso com treino e com um pequeno truque. Observe o esquema a seguir.

Nesse esquema, o motivo que se repete é uma flor, constituída de quatro pétalas iguais. Para que cada pétala fique o mais parecido possível com as outras, descubra a posição em que tem maior facilidade de executar o desenho. Por exemplo, eu começo no centro da flor, na ponta da gota que representa a pétala, e faço sempre o desenho para cima. Quando eu terminei todas as gotas dessa direção, giro o cartão e continuo a fazer as pétalas dessa mesma maneira.

No esquema, eu faria primeiro as pétalas de cor laranja, giraria o trabalho e faria as de cor vermelha, giraria e faria as de cor azul, giraria e faria as de cor verde. Siga a ordem que quiser mas procure sempre executar o mesmo desenho na mesma direção, da mesma maneira.

Isso também se aplica às linhas externas do bloco de relevo ao relevo próximo à borda externa e riscos no interior de pétalas e outros. Descubra em que posição você tem mais facilidade e vá girando o trabalho para fazê-lo sempre na mesma direção.

No caso de riscos no interior e ao redor de pétalas e outros motivos, faça sempre os riscos em uma mesma direção, para o trabalho ficar mais simétrico.

Se você não tiver certeza de qual boleador é mais adequado para cada relevo por não saber a espessura do traço, faça um teste num pedaço de papel vegetal. De maneira geral, círculos como os do esquema 1 são feitos com o boleado esférico n° 103 da Stylustec ou similar. É o terceiro em tamanho. Para fazer a maioria dos desenhos internos, linhas externas e perto da borda externa, o nº 102 é usado. Para desenhos mais delicados e riscos no interior de pétalas, o nº 101 é o mais indicado. Entretanto, você pode usar o que achar mais adequado, segundo o seu trabalho. Na dúvida, teste seus boleadores num pedaço qualquer de papel vegetal.

Para um relevo de bordas mais evidenciadas, faça o contorno com o boleador mais fino e depois o preencha com um boleador mais grosso, até que ele fique totalmente claro.

Pelo avesso, o papel vegetal perfurado pode ser áspero como uma lixa.
Se tiver uma pele sensível, principalmente perto das unhas dos dedos anelar e médio da mão dominante, é melhor protege-la com um pedaço de fita crepe ou esparadrapo ou colocar um papel macio sobre as perfurações para apoiar a mão, para evitar que a sessão de relevo se torne uma sessão de tortura.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Parte 6 - Execução do Relevo: introdução


Depois de perfurar todo o papel vegetal, conforme o modelo da matriz, vamos passar para a etapa de relevo.

Nós fazemos o relevo, ou boleamos, o papel vegetal sempre do lado avesso, ou seja, do lado mais áspero, usando os boleadores. Estes instrumentos possuem geralmente uma esfera metálica em sua ponta, de diferentes tamanhos segundo sua numeração. Também existem boleadores de outros formatos, como estrelas e corações, e outros formados por um arco de metal, chamados boleadores esfumaçadores.

Além desses boleadores, algumas pessoas também usam brocas de dentista para a execução do relevo, principalmente as laminadas do tipo tronco cônicas invertidas de maior diâmetro. Elas produzem um desenho parecido com uma flor de pétalas retas. São afiadas e podem cortar o vegetal se manuseadas sem o devido cuidado.

Somente os boleadores esféricos são imprescindíveis para esta técnica de trabalho. Não tenho nenhum de estrela ou coração, só esféricos e esfumaçadores, e faço todos meus relevos com eles.

Como base para a execução do relevo é usada uma superfície levemente acolchoada. Eu uso um mouse pad, dos mais baratos, com tecido de um dos lados. Um pedaço de E.V.A., emborrachado ou de feltro também podem ser usado, mas este com o tempo deverá ser substituído. Use o que tiver, mas, se for comprar, opte por um mouse pad de cor escura.