Ganhe para visitar sites:

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tingimento do Papel Vegetal 03

Variações da Técnica

Outra sugestão é tingir as duas faces do papel vegetal com cores diferentes mas que combinem. Se não tiver certeza do resultado, faça testes em pedaços de papel vegetal antes de aplicar sua idéia em um pedaço grande de vegetal. Guarde sempre as sobras de papel vegetal, mesmo que amassadas, para essa finalidade.

Pode tentar também usar esponjas, espumas ou outros materiais além do algodão para dar uma textura diferente ao tingimento. Nesse caso, umedeça o material que estiver usando com solvente, passe-o no giz de cera e aplique no papel vegetal com suaves batidas, sem esfregar.

Há inúmeras variações de técnica para tingimento, usando esses e outros materiais, como anilina de flor e álcool. Faça testes para descobrir qual técnica combina mais com o trabalho que irá executar.

Se quiser, prenda uma folha na outra usando um pedaço de fita adesiva, sempre numa área que não vai ser ocupada pelo trabalho. Faça isso para evitar que elas se separem depois de perfurado o vegetal.

Tingimento do Papel Vegetal 02

Para Tingir o Papel Vegetal

Você primeiramente deve forrar com papel absorvente a superfície na qual irá trabalhar. Pode ser algumas folhas de jornal se este não soltar tinta, com ou sem o solvente. Se soltar, coloque um folha de papel 'kraft', papelão, papel tipo jornal, ou algum outro.

Não use plástico, pois este provavelmente vai ficar úmido e tingir, mesmo sem querer, a face do vegetal que está por baixo: o papel vegetal geralmente só é tingido em uma das faces.

Em trabalhos com vegetal tingido, é interessante que as duas folhas de vegetal não estejam soltas, mas apenas dobradas. Sempre que você cortar o papel vegetal, lembre-se de que ele é perfurado, boleado e picotado em duplicata. Se o papel não for tingido, o simples processo de perfuração será suficiente para unir as duas folhas, as quais serão separadas ao fim do picote. Com o papel tingido, isso geralmente não acontece. As folhas ficam soltas e se forem duas folhas separadas, ficará mais difícil mantê-las juntas para serem boleadas e picotadas.

Se optar por mantê-las juntas pela dobra, tome cuidado na hora do tingimento. Quando juntas, as duas faces de cima devem ser tingidas. Não adianta tingir uma folha grande em uma das faces e depois dobrar. Se assim o fizer, você terá a face da frente da primeira tingida e a face de trás da segunda. Isso não está correto.

Se você quiser, pode colocar um pequeno pedaço de fita crepe na face tingida ou fazer uma marcação de algum tipo, a lápis, fora da área que será ocupada pelo trabalho, para saber qual face foi tingida. Como opção, poderá fazer um teste de relevo antes de começar a perfurar o papel vegetal.


Por que todo este cuidado? Observe as figuras acima e abaixo. Dependendo de qual lado você boleie o papel vegetal tingido dessa maneira, o relevo ficará branco ou da cor na qual foi tingido, só que mais claro. Se fizer o tingimento e marcações corretas, poderá escolher, entre essas duas opções, a cor do relevo.



Não é necessário prender o vegetal para ser tingido. Escolha a cor ou cores que vai usar. Se escolher mais de uma, deixe uma pequena faixa sem pigmento e use um chumaço de algodão para cada cor, para que estas não se misturem. Delicadamente, rabisque o papel vegetal com o giz de cera escolhido. A superfície inferior, a base sobre a qual trabalha deve ser firme para não danificar o papel vegetal. Quanto mais pigmento colocar no papel, mais escuro ficará o tingimento.

Você deve cuidar para não arranhar o papel vegetal com alguma impureza que porventura houver no giz de cera. Não adianta apertar muito o giz. Rabisque bem, sem apertar, para pigmentar bem o papel vegetal.

Feito isso na área desejada, com um algodão úmido em solvente, vá diluindo o pigmento sobre o papel. O algodão deve estar úmido, não pingando solvente. Se usar mais de uma cor, não as misture.

Provavelmente removerá boa parte do pigmento ( e da cor) do papel vegetal. Não tem importância. Repita o processo até conseguir a cor desejada. Para evitar isso, guarde os chumaços usados para usar no próximo tingimento, pois o algodão já vai estar pigmentado, tingindo o vegetal já na primeira passagem. Deixe que sequem bem antes de guardá-los, de preferência separando por cores.

Se por ventura o cor do tingimento ficar mais escura do que queria, pegue um chumaço de algodão limpo, umedeça-o no solvente e passe no vegetal para remover o excesso de pigmento.

Também pode aplicar uma outra cor sobre uma superfície já tingida, seca ou não utilizando um chumaço de algodão levemente úmido de solvente com pigmento de outra cor. Nesse caso, nunca esfregue o algodão no papel vegetal: dê pequenas batidas em sua superfície.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Parte 4 - Tingimento do Papel Vegetal

Parte 4 - Tingimento do Papel Vegetal

O Papel Vegetal é um material originalmente branco mas que pode ser facilmente tingido. Em trabalhos só com relevo e picote, principalmente cartões sem figura, o relevo ficará bem mais evidente, valorizando seu trabalho. Houve uma época que havia papel vegetal colorido à venda, não sei se ainda há, mas sai muito mais barato tingi-lo em casa, com a vantagem adicional de deixá-lo da cor, ou cores, que quiser.

Antes de tingir o papel vegetal, você terá de cortá-lo. Corte-o sobre uma superfície dura, para não danificá-lo. O que uso está em rolo. Para cortá-lo eu limpo bem o chão e desenrolo sobre o piso de cerâmica. Eventualmente também o corto sobre o carpete ou forro, sempre com um estilete. Você pode fazer isso também ou adaptar essa idéia para o que tiver a mão. Não faça isso sobre um piso de madeira para não danificá-lo.

A técnica mais fácil de tingimento é aquela na qual se usa giz de cera e solvente, aplicado com um chumaço de algodão.

Inicialmente precisará testar o giz de cera e o solvente que tiver. Não sei se mencionei, mas costumo usar giz de cera da 'Faber-Castel' e solvente mineral da marca 'Varsol'. Tanto um como outro eu já tinha em casa, não os comprei especificamente para o trabalho em papel vegetal. Use o que tiver, fazendo testes para descobrir qual funciona ou não. Pegue um chumaço de algodão, molhe no solvente e passe no giz de cera. Se soltar pigmento, o solvente é adequado.

Advertência: nunca é demais lembrar que estes solventes são substâncias tóxicas e altamente inflamáveis. Elas devem ser manuseadas por pessoas responsáveis, em lugares bem ventilados e longe de fontes de calor e fogo, e guardadas em lugares seguros, longe de crianças e animais.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Confecção da matriz: envelope

Confecção do Molde do Envelope

Se você estiver fazendo cartões, poderá precisar fazer os envelopes. Os cartões tem tamanhos variados e não é sempre que encontramos no comércio tamanhos compatíveis de envelope.

Para fazer um molde para envelope é necessário: um pedaço de cartolina, papel cartão ou similar, pode ser usado; papel de rascunho; régua; lápis; borracha e tesoura.

Comece cortando ou dobrando um pedaço de papel rascunho do tamanho do cartão para o qual está fazendo o envelope. Pegue outro papel de rascunho, este do tamanho aproximado de uma folha A4 ou compatível com o tamanho do cartão. Dobre esta folha maior ao meio, na horizontal e vertical para se encontrar o centro ou encontre-o com a ajuda de uma régua. Coloque o papel do tamanho do cartão aproximadamente no centro, no sentido transversal. Dobre cada um dos quatro lados da folha maior sobre esse papel, deixando alguns milímetros de folga em cada lado. Você obterá algo parecido com o esquema a seguir:


Quando dobrar, cuide para que as duas linhas verticais e as duas linhas horizontais sejam paralelas e que sejam perpendiculares entre si, para que o envelope não fique torto. Corte fora os quatro retângulos das pontas e arredonde os cantos. Se alguma das abas estiver muito grande, como de fato acontece no exemplo do esquema anterior, meça com a régua e corte o excesso, arredondando os cantos a seguir. Dobre a folha no sentido maior e arredonde ambos os cantos ao mesmo tempo com uma tesoura, para que ambos os lados fiquem iguais.

Com a régua meça todo esse rascunho do molde e dobre-o como se fosse para fechar o envelope, para verificar se está tudo certo, se não está torto. Abra-o e, segurando-o sobre uma folha de cartolina ou papel cartão, risque seu contorno.

Corte o molde com uma boa tesoura. Não dobre ou enrole a cartolina já cortada. Mantenha-a esticada. Guarde o primeiro molde no papel de rascunho em uma pasta ou caixa, pois assim como a matriz do cartão, o molde não dura para sempre e quando precisar de outro, já terá o contorno feito.

Não se esqueça de também marcar o molde e seu rascunho com o número ou código do cartão (ou cartões) para o qual foi feito.

domingo, 24 de maio de 2009

Confecção da Matriz: considerações finais

Considerações Finais

Dê um número ou código para a matriz e marque no planejamento esse número ou código para não se perder. Se já tiver um código para o esquema, passe-o para a matriz. Só não deixe de identificá-los.

O papel que você usou sobre o isopor não tem mais utilidade. Ele serviu apenas para cobrir as perfurações do isopor para não confundir quem está furando. Ele deve ser substituído a cada nova matriz que perfurar.

Para cartões geralmente se usa a tela na mesma direção da borda do cartão. Você pode querer variar isso, fazendo um desenho interno inclinado em relação à borda. Para isso, perfure primeiro a borda, remova a tela e dê a inclinação desejada, prendendo novamente a tela na matriz e no isopor para continuar a perfuração.

Para outros tipos de trabalho, como caixinhas, lembrancinhas de maternidade e outros cuja borda é irregular ou não perfurada, faz-se na matriz apenas a parte que vai ser boleada e picotada. Depois aplica-se no papel vegetal na área desejada.

No caso de pequenos trabalhos com borda irregular, perfurada e picotada, proceda como explicado anteriormente, ou seja, perfure a borda a partir de um molde em papel e depois leve à tela metálica para a perfuração da área ocupada pelo desenho de picote e relevo.

Não use uma matriz já perfurada para perfurar outra matriz. Além de provavelmente estragar a matriz original, a outra matriz perfurada assim ficará torta.

Confecção da Matriz: corrigindo erros

Corrigindo Erros

Preste muita atenção para não errar mas, se isso acontecer, e se for um erro pequeno, continue perfurando a matriz até o fim. Terminada a perfuração, remova os alfinetes e a tela. Na matriz, do lado avesso (o lado áspero), com um boleador feche os furos que foram perfurados errado. Neste caso terá de ter um cuidado extra quando for perfurar o trabalho.

Se o erro for muito grande, você poderá remover a tela metálica, cobrir o erro com uma fita crepe e perfurar novamente, depois de recolocar a tela com cuidado para que o trabalho não fique torto. Quando terminar de perfurar, vire a matriz do avesso e feche um pouco os furos errados com um boleador.

Se não quiser ou não puder corrigir os erros dessa maneira, terá de perfurar um outro acetato ou PET desde o início.